Hoje, a Câmara Municipal de Valência (província de Valência) selecionou 39 lares com dificuldades de acesso a uma casa, priorizando menores de 45 anos e famílias com pessoas a cargo, para ocupar moradias de proteção pública de nova construção no distrito de Patraix (distrito de Valência), incorporadas ao parque municipal mediante permuta.

As 3 chaves
  • A Câmara Municipal de Valência adjudicou 39 moradias de proteção pública de nova construção a famílias com dificuldades de acesso a um lar.
  • Os beneficiários são maioritariamente lares com filhos e pessoas a cargo, menores de 45 anos e com anos de registo municipal na cidade.
  • A seleção foi realizada mediante um sistema de pontuação que valoriza o enraizamento, o número de membros e as situações de vulnerabilidade, distribuindo as moradias em três faixas de renda.

Quem são os beneficiários das novas moradias em Valência?

Um total de 39 pessoas, todas elas menores de 45 anos e com dificuldades para aceder a uma casa no mercado livre, foram selecionadas para receber uma das 39 moradias de proteção pública de nova construção. Estas moradias foram adquiridas pela Câmara Municipal de Valência mediante permuta e agora são incorporadas ao parque público municipal para destiná-las a quem mais precisa. Todos os selecionados comprovam vários anos de residência em Valência e pertencem maioritariamente a lares com filhos e pessoas a cargo.

O perfil médio dos beneficiários mostra uma alta correspondência com os critérios sociais do sistema de pontuação municipal conforme informado pela Câmara Municipal. Todas as pessoas têm 45 anos ou menos, que é o limite de idade fixado como coletivo de acesso prioritário. A grande maioria, mais de 90%, comprova sete ou mais anos de registo municipal (Padró municipal, o registo de residentes num município espanhol) ininterrupto em Valência assim indicam os dados. Os solicitantes fazem parte de lares com uma média de 5,26 membros, e 95% deles comprovam ter pessoas a cargo.

Em concreto, sete de cada dez famílias (72%) são numerosas, e cerca de uma em cada cinco (18%) conta com algum membro com um grau de deficiência igual ou superior a 33%. Em menor proporção, entre os beneficiários também se incluem famílias monoparentais, lares com algum membro com dependência ou que foram vítimas de violência de género ou doméstica. No total, mais de oito em cada dez famílias (85%) reúnem pelo menos um destes critérios de prioridade social segundo o consistório.

Como funciona o sistema de pontuação e as faixas de renda para o acesso?

A seleção dos beneficiários é resolvida mediante um sistema de pontuação que valoriza o enraizamento na cidade, atribuindo a pontuação máxima àqueles que comprovam sete anos ou mais de registo municipal ininterrupto. Também se leva em conta o número de membros do lar, as pessoas a cargo e as situações de vulnerabilidade comprovada.

O sistema de pontuação ordena as pessoas solicitantes em três faixas segundo o seu nível de renda, definidos em função do Indicador Público de Renda de Efeitos Múltiplos (IPREM), o índice estatal espanhol que é usado como referência para determinar o acesso a ajudas e prestações sociais (benefícios sociais). No seu cálculo anual, o IPREM situa-se em 8.400 euros tal como se estabelece:

As 39 moradias são distribuídas em partes iguais, com 13 moradias para cada faixa, para garantir o acesso tanto dos lares com os rendimentos mais baixos quanto daqueles que, com rendas médias, também têm sérias dificuldades para encontrar uma moradia acessível no mercado livre detalhou a Câmara Municipal. As faixas de renda mais baixa concentram os lares de maior tamanho e o maior número de fatores de vulnerabilidade.

Detalhes do edifício de Patraix e sua incorporação ao parque municipal

As moradias encontram-se num edifício situado no número 19 da avenida de José Roca Coll, no distrito de Patraix. Este imóvel foi incorporado ao parque público municipal após a sua aquisição pelo consistório para destiná-lo às pessoas inscritas no registo de demandantes de aluguel acessível. O vereador de Urbanismo, Moradia e Licenças, Juan Giner, assinalou que «estas 39 moradias públicas são para famílias que realmente as necessitam, que vivem há anos em Valência e estão inscritas no registo municipal de demandantes de moradia porque têm dificuldades de acesso ao mercado livre. Este é o sentido social desta operação» declarou Giner.

A adjudicação é possível uma vez finalizada a construção do edifício e completada a sua incorporação efetiva ao parque municipal, em execução da permuta de terrenos que foi aprovada pela Junta de Govern Local (Conselho de Governo Local) em outubro de 2025 segundo a informação oficial. O imóvel dispõe de oito andares, 39 moradias, 30 vagas de garagem e 21 arrecadações, com uma superfície total construída de 6.115,11 metros quadrados detalha o projeto.

O futuro da moradia pública em Valência: mais de 200 novos lares previstos

Esta operação não se centra apenas nas 39 moradias atuais. Nos quatro terrenos municipais incluídos nesta permuta, a promotora deverá construir cerca de 206 moradias de proteção pública adicionais segundo as condições do acordo. Esta iniciativa sublinha o compromisso da Câmara Municipal de Valência para ampliar o seu parque de moradia pública e oferecer soluções habitacionais às famílias que mais necessitam, especialmente aquelas com dificuldades para aceder ao mercado de aluguel livre.

O que significa esta adjudicação para as famílias de Valência?

Esta adjudicação representa uma oportunidade real para 39 famílias de Valência de aceder a um lar digno e acessível. Para muitas delas, que estão há anos inscritas no registo de demandantes e enfrentam situações de vulnerabilidade, esta medida representa um alívio significativo. O enfoque em critérios sociais como o enraizamento, o tamanho do lar e as condições de dependência ou deficiência, assegura que as moradias cheguem àqueles que realmente as necessitam, reforçando o sentido social da política de moradia municipal.